Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão preventiva, na última terça-feira (20), de um instrutor de vôlei de 29 anos em Veranópolis, na Serra Gaúcha. O homem, identificado como Leandro da Silva Gayeski, proprietário do Centro de Treinamento Associação Unidos pelo Voleibol, é investigado por uma série de crimes sexuais e condutas ilícitas praticadas contra alunos adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos.
Investigações sobre a conduta do treinador De acordo com o apurado pelas autoridades, o suspeito utilizava sua posição para atrair vítimas, oferecendo supostos tratamentos fisioterápicos em sua própria residência. A polícia destacou que o homem não possuía qualquer formação acadêmica ou diploma que o habilitasse para realizar tais práticas de saúde ou para atuar formalmente como treinador. Além disso, ele mantinha um alojamento para atletas de outras cidades, onde teria instalado sistemas de monitoramento por vídeo para controlar os menores em tempo integral.
Gravações e corrupção de menores O inquérito aponta que o professor organizava confraternizações com os jovens, ocasião em que fornecia bebidas alcoólicas. A suspeita é de que, aproveitando-se dessa vulnerabilidade e do acesso aos alojamentos, ele realizava gravações de vídeos íntimos dos adolescentes. Entre os crimes listados pela Polícia Civil estão violação sexual mediante fraude, corrupção de menores, armazenamento de pornografia infantojuvenil e exercício ilegal da profissão.
Posicionamento das entidades e defesa Em resposta ao caso, a Federação Gaúcha de Voleibol (FGV) emitiu um comunicado oficial anunciando medidas severas contra o investigado. O presidente da entidade, Carlos Alberto Cimino, declarou: “a suspensão preventiva e imediata do investigado de todas as atividades oficiais da Federação, incluindo a atuação como técnico, dirigente ou representante institucional, enquanto perdurarem os procedimentos legais cabíveis”.
A nota da FGV ainda reforçou o compromisso da organização com a ética e a proteção dos atletas. O texto oficial afirma: “A FGV reitera que não compactua com nenhuma conduta que viole a lei, a ética desportiva e a dignidade humana. O voleibol gaúcho tem como pilar fundamental o cuidado, a formação cidadā e a proteção integral a crianças e adolescentes. A entidade continuará agindo com firmeza para assegurar que os ambientes de treino e competição permaneçam seguros e adequados a todos os jovens praticantes.”
Sobre o desdobramento jurídico, o advogado Darlan Silva, responsável pela defesa de Leandro da Silva Gayeski, informou que aguarda a audiência de custódia para avaliar as próximas providências legais.








