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Câncer de mama: preciso fazer exames mesmo sem sentir nada?

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Câncer de mama: preciso fazer exames mesmo sem sentir nada?

Não sentir dor, não perceber caroços e não notar mudanças nas mamas pode levar muitas mulheres a acreditar que está tudo bem. Mas será que a ausência de sintomas significa que não é preciso fazer exames?
Essa é uma dúvida que ganha espaço durante o Outubro Rosa, campanha que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Mas o cuidado com a saúde não deve ficar restrito a outubro. Algumas alterações podem não ser percebidas no dia a dia e só ser identificadas por meio de exames de imagem.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, depois dos tumores de pele não melanoma. Quando identificado em estágios iniciais, pode apresentar maiores chances de sucesso no tratamento. Por isso, entender quando realizar os exames e qual é a função de cada um deles é fundamental para cuidar da saúde das mamas.
Segundo a Dra. Sandra Mônica Tochetto, médica radiologista e ultrassonografista da Quanta Diagnóstico por Imagem, CRM-PR 19585, reconhecer possíveis alterações nas mamas é importante, mas não substitui o acompanhamento médico e os exames indicados para cada mulher.
“O principal sintoma do câncer de mama é o nódulo palpável. Mas é importante lembrar que, nas fases iniciais, o câncer de mama não apresenta sintomas, tornando os exames de rotina essenciais para a detecção precoce”, explica a médica.
Quando fazer a primeira mamografia?
A idade para começar a fazer mamografias de rotina depende das recomendações de saúde, do histórico clínico e dos fatores de risco de cada mulher.
As principais sociedades médicas brasileiras (a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)) recomendam que a mamografia de rastreamento seja realizada anualmente, a partir dos 40 anos, em mulheres com risco habitual de câncer de mama, mesmo sem sinais ou sintomas.
Já quem tem histórico familiar importante de câncer de mama ou outros fatores que aumentam o risco pode precisar de uma estratégia de acompanhamento individualizada. Nesses casos, a avaliação médica ajuda a definir quando iniciar os exames e quais são os mais adequados.
Também é importante diferenciar o rastreamento da investigação diagnóstica Enquanto o rastreamento é realizado em mulheres sem sinais ou sintomas da doença, a investigação diagnóstica busca esclarecer alterações suspeitas, como a presença de um nódulo. Nessas situações, a avaliação médica deve ocorrer independentemente da idade ou da data do último exame.
Mamografia, ultrassom e ressonância: qual é a diferença?
Embora sejam utilizados para avaliar as mamas, a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética têm funções diferentes. A escolha depende da idade, dos sintomas, do histórico de saúde e da indicação médica.
Mamografia
A mamografia utiliza raios X para produzir imagens das mamas e pode identificar alterações antes mesmo que sejam percebidas pelo toque. É o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama na população para a qual ele é recomendado.
Além da mamografia digital convencional, existe a tomossíntese, tecnologia que obtém imagens em diferentes ângulos, permitindo uma visualização mais detalhada dos tecidos mamários e reduzindo a sobreposição de estruturas que podem dificultar a identificação de alterações.
Ultrassonografia das mamas
O ultrassom utiliza ondas sonoras para produzir imagens e pode complementar a mamografia em situações específicas, podendo ser especialmente útil em mulheres com mamas densas, nas quais a maior quantidade de tecido fibroglandular pode dificultar a identificação de algumas alterações na mamografia.O exame também pode ajudar a diferenciar as características de uma lesão, podendo diferenciar um cisto preenchido por líquido de um nódulo sólido. A indicação depende de cada caso, e a ultrassonografia não substitui a mamografia de rastreamento quando ela é recomendada.
Ressonância magnética das mamas
A ressonância magnética produz imagens detalhadas e pode ser indicada em situações específicas, inclusive para mulheres com risco elevado ou durante a investigação de determinados achados.
Ela não é necessária para todas as mulheres nem substitui automaticamente os outros exames. A indicação deve considerar o histórico clínico e a avaliação do profissional de saúde.
Fazer mais exames não significa, necessariamente, ter uma avaliação melhor. O importante é realizar os procedimentos indicados para cada situação, sem deixar de investigar alterações que mereçam atenção.
Quais mudanças nas mamas merecem atenção?
Mesmo para quem está em dia com os exames de rotina, é importante conhecer o próprio corpo e observar possíveis mudanças. Entre os sinais que precisam de avaliação médica estão:
Nódulo ou caroço na mama ou na região da axila;
Saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente quando ocorre em apenas uma mama;
Inversão recente do mamilo;
Alterações na pele, como retração, vermelhidão, descamação ou feridas;
Inchaço ou mudança recente no formato de uma das mamas;
Dor persistente na mama ou no mamilo, principalmente quando acompanhada de outras alterações.
Esses sinais não significam, necessariamente, câncer. No entanto, precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Se uma mudança aparecer, não é preciso esperar pela próxima mamografia de rotina para procurar atendimento.
O autoexame substitui a mamografia?
Não. Observar as próprias mamas ajuda a perceber alterações, mas o autoexame não identifica todas as mudanças que podem estar presentes no início da doença.
A mamografia pode detectar sinais suspeitos antes que sejam percebidos pela própria mulher. Por isso, conhecer o próprio corpo e manter os exames indicados são cuidados complementares.
“Há um mito de que o autoexame substituiria a mamografia. Isso não é verdade. O autoexame é importante, mas a mamografia é essencial para a detecção precoce”, reforça a Dra. Sandra Mônica Tochetto.
A ausência de nódulos palpáveis ou dor não significa que não é necessário realizar exames de rastreamento. A orientação deve considerar a idade, o histórico de saúde e as recomendações médicas.
O que pode ajudar a reduzir o risco de câncer de mama?
Hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama.
Divulgação/Imagem gerada por IA pelo ChatGPT.
Nem todos os casos de câncer de mama podem ser prevenidos, mas alguns hábitos contribuem para a saúde e podem ajudar a reduzir o risco. Entre eles estão praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
O histórico familiar também merece atenção. Ter mãe, irmã ou filha que teve câncer de mama pode aumentar o risco, mas não significa, necessariamente, pertencer ao grupo de alto risco. Essa classificação depende de fatores como grau de parentesco, idade em que o familiar recebeu o diagnóstico e presença de mutações genéticas associadas à doença. Da mesma forma, a ausência de casos na família não elimina a possibilidade de desenvolver a doença. Por isso, o cuidado envolve diferentes frentes: atenção às mudanças no corpo, acompanhamento médico, exames indicados para cada perfil e hábitos saudáveis. Nenhuma dessas medidas, isoladamente, elimina o risco.
Onde fazer mamografia e outros exames de imagem em Curitiba?
A Quanta Diagnóstico por Imagem, em Curitiba, oferece exames como mamografia digital, tomossíntese, ultrassonografia e ressonância magnética. A escolha do procedimento depende da indicação médica e das necessidades de cada paciente.
Segundo a clínica, o serviço de mamografia conta com o equipamento Senographe Pristina, que permite à paciente participar do ajuste da compressão das mamas durante o exame, com acompanhamento da equipe.
Para conhecer mais sobre o procedimento, acesse a página de mamografia e tomossíntese da Quanta. Para consultar informações sobre cobertura, visite a página de convênios ou entre em contato com a clínica para confirmar o atendimento do seu plano.
Quanta Diagnóstico por Imagem
Rua Almirante Tamandaré, 1000, Alto da XV, Curitiba
Telefone: (41) 3362-9778
Especialista entrevistada: Dra. Sandra Mônica Tochetto, médica radiologista e ultrassonografista, CRM-PR 19585.
Cuidar da própria saúde também é uma forma de cuidar de quem se ama
O Outubro Rosa ajuda a ampliar a conversa sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Mas o autocuidado vai além de uma campanha: envolve reservar espaço na rotina para consultas, exames e atenção às mudanças do próprio corpo.
Para muitas mulheres, conciliar trabalho, família e responsabilidades diárias pode tornar esse cuidado um desafio. Ainda assim, acompanhar a própria saúde é importante não apenas para o bem-estar individual, mas também para a qualidade de vida e para os planos construídos ao lado de quem se ama.
Mesmo sem sintomas, vale conversar com um profissional de saúde para entender quais exames são indicados para sua idade e seu histórico. E, diante de qualquer mudança nas mamas, procurar avaliação médica é fundamental.
A prevenção não se resume a um mês do ano. Ela faz parte de um cuidado contínuo, que começa com informação e passa por decisões orientadas por profissionais de saúde.
Quanta Diagnóstico por Imagem. Todos os seus exames de imagem em um só lugar.

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