–:–:–
Conecte-se conosco

Caixa-preta não registrou áudio e falhas mecânicas recorrentes: o que diz relatório preliminar da queda de helicóptero com Rick

5 visualizações
Caixa-preta não registrou áudio e falhas mecânicas recorrentes: o que diz relatório preliminar da queda de helicóptero com Rick

Caixa-preta não registrou áudio de voo em queda de helicóptero com Rick, diz Cenipa
O relatório preliminar sobre o acidente com o helicóptero em Urubici (SC), que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas há um mês, apontou que o gravador de áudio da cabine não registrou o voo da ocorrência e que problemas mecânicos nos geradores da aeronave eram frequentes. O documento foi anexado na terça-feira (21) ao processo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) que apura as circunstâncias da queda.
As informações do equipamento chamado Cockpit Voice Recorder (CVR), conhecido como caixa-preta, foram extraídas pelo órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB). No entanto, o áudio armazenado continha diálogos relativos a uma intervenção de manutenção realizada em data indeterminada.
✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp
Sobre os problemas frequentes nos geradores, um mecânico havia recomendado que o helicóptero voltasse para a oficina para investigar o problema, mas que isso não havia acontecido até a data do acidente. Os geradores são componentes mecânicos e elétricos responsáveis por produzir toda a energia elétrica da aeronave e realizar, na maioria dos modelos, a partida do motor.
O helicóptero desapareceu na tarde de 21 de setembro, após decolar pela manhã de Porto Belo (SC). Além de Rick Sollo, da dupla com Renner, estavam na aeronave o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Segundo a investigação, a legislação atual não exige gravadores de voo para este tipo de operação. Ainda assim, o helicóptero estava equipado com o CVR, com capacidade de 30 minutos de gravação. Ainda de acordo com o documento, o objeto foi instalado na aeronave em 17 de maio de 2002.
No documento, que tem 16 páginas, o órgão afirma que, no estágio atual da investigação, nenhuma hipótese para o acidente está descartada. Segundo o Cenipa, exames e análises complementares estão sendo conduzidos em todas as áreas de interesse.
“Os trabalhos relativos desta ocorrência estão em andamento. Este reporte tem por finalidade apresentar o status atual do tratamento da notificação. Seu teor ainda pode ser alterado e não vincula obrigatoriamente as conclusões que serão publicadas no Relatório Final de investigação”, diz o órgão em outro trecho.
LEIA TAMBÉM
Drones e scanner 3D: como perícia vai reconstruir acidente com helicóptero
Quem foi Rick: cantor morreu aos 59 anos após queda de helicóptero
Imagens do gravador Cockpit Voice Recorder (CVR) recuperado do helicóptero que caiu em Urubici, com o cantor Rick e mais 4
Força Aérea Brasileira (FAB)
Helicóptero tinha falhas recorrentes e não foi à oficina após recomendação de mecânico
O documento mostra também que mecânico havia recomendado que o helicóptero voltasse para a oficina para investigar o problema, mas que isso não havia acontecido até a data do acidente.
Confira a cronologia desses fatos:
Algumas das falhas tinham acontecido por causa de voos dentro de nuvens ou sob chuva, o que expôs os geradores à umidade.
O mecânico já havia realizado serviços no helicóptero e confirmou que as falhas eram constantes, mas que não sabia dizer se eles tinham acontecido devido à umidade de fato.
Os problemas melhoraram por um tempo, mas voltaram a acontecer logo depois.
Um dos geradores, conforme o relatório, chegou a deixar de fornecer energia, enquanto o outro é que mantinha a alimentação elétrica da aeronave e impedia que as telas do helicóptero se apagassem.
Em 25 de abril de 2026, o segundo motor-gerador de partida precisou ser substituído por outro locado, segundo os registros de manutenção.
Enquanto isso, foram feitos reparos no gerador removido e, depois, reinstalado no helicóptero no dia 13 de maio, no lugar do primeiro motor-gerador, enquanto o primeiro foi transferido para a segunda posição. Depois disso, as falhas começaram a acontecer nos dois geradores, de forma alternada.
Por esse motivo, o mecânico recomendou que a aeronave retornasse para a Organização de Manutenção para uma nova inspeção para entender o que estava ocasionando a pane.
Antes disso, em 30 de março, a aeronave precisou fazer um pouso de emergência em Ibiaçá, no Rio Grande do Sul, por causa de uma “vibração considerada anormal”. No entanto, manutenções feitas depois não encontraram problemas na vibração do rotor principal.
O que aconteceu?
Conforme o Cenipa, durante o voo, a aeronave colidiu contra o terreno em região montanhosa do Parque Nacional de São Joaquim. No momento do acidente, a região apresentava um sistema frontal com chuva, formação de nuvens baixas. Veja o que diz o documento:
“A Forecast in abbreviated plain language for low-level flights for a flight information region, or sub-area thereof (GAMET – previsão de área em linguagem clara abreviada para voos em níveis baixos, para uma FIR ou subárea dela) da Flight Information Region de Curitiba (FIR-CW – região de informação de voo de Curitiba), válida das 12h00min às 18h00min (UTC), indicava chuva moderada restringindo a visibilidade a 3.000 m, trovoadas embutidas e nuvens CB e TCU embutidas, com bases a 2.500 ft e topos acima de 10.000 ft. A mensagem incluía a indicação de obscurecimento de montanha na Serra Geral”, afirmou o Cenipa.
Mortos em queda de helicóptero: cantor Rick, empresário Bruno Avelar, videomaker Paulo Soares, piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e copiloto Leopoldo Barros Teixeira
Reprodução
Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC
P

Mais em Santa Catarina

Ver tudo →