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Jovem é denunciado por tortura policial em Capistrano, Ceará

Família relata abusos de policiais em abordagem que chocou a comunidade local.

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Família denuncia que policiais torturaram jovem com faca, marteladas e saco na cabeça no Ceará

Uma grave denúncia de tortura envolvendo policiais militares no Ceará está gerando repercussão. Um jovem de 18 anos, morador de Capistrano, foi supostamente agredido pelos agentes durante uma abordagem, ocorrida no último sábado (17). A família da vítima afirma que os policiais usaram uma faca, um martelo e um saco plástico para infligir dor e medo ao jovem.

Detalhes da Abordagem Policial

Segundo relatos da família, a intervenção policial aconteceu em plena comemoração de um aniversário, quando os agentes entraram na residência localizada no distrito de Sítio Curimatã sem apresentar qualquer mandado de busca ou prisão. De acordo com os boletins de ocorrência apresentados à Polícia Civil e à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), o jovem foi submetido a torturas que incluíram um saco plástico na cabeça, marteladas nos joelhos, golpes com um cabo de vassoura e uma facada na mão. A família registrou em vídeo as lesões sofridas pelo jovem, evidenciando os abusos.

Motivação e Contexto da Ação Policial

Os policiais teriam invadido a casa em busca de informações sobre um suspeito vinculado a uma facção criminosa, mas a família garante que o jovem não tem qualquer ligação com o indivíduo procurado. Este não é um caso isolado; em junho de 2026, a mesma família já havia passado por uma abordagem violenta, onde os policiais também entraram na residência sem autorização, ameaçando e danificando pertences, além de agredirem o jovem.

Reações da Família e Advogados

A família decidiu não denunciar a primeira agressão na época por medo de represálias, afirmando que os PMs os ameaçaram, dizendo que poderiam forjar um suicídio ou uma troca de tiros se os abusos fossem reportados. A advogada da família se manifestou, afirmando estar tomando todas as medidas legais necessárias para garantir uma investigação justa e a proteção da integridade da vítima. “Ressalta-se que a vítima teme concretamente por sua própria vida e por sua segurança, diante da gravidade dos acontecimentos relatados e do receio de possíveis represálias”, enfatizou a defesa.

Conforme a situação se desenrola, a Polícia Militar do Ceará anunciou a abertura de uma investigação preliminar para apurar os fatos, enquanto a CGD já iniciou uma apuração administrativa. A corporação reafirmou seu compromisso com a legalidade e assegurou que não tolera comportamentos ilícitos entre seus integrantes. Este caso destaca a necessidade urgente de um debate sobre a conduta policial e a proteção dos direitos humanos no Brasil.

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