O Atlético-MG garantiu sua vaga na decisão da Copa Sul-Americana de 2026 mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Montevideo City Torque, nesta quarta-feira (21/10), no Uruguai. Como havia goleado os uruguaios por 3 a 0 em Belo Horizonte no jogo de ida, o Galo confirmou a classificação e agora terá pela frente o tradicional Boca Juniors na finalíssima, reeditando um duelo continental que não ocorre em decisões há mais de três décadas.
Histórico de confrontos decisivos
A última e única vez que se enfrentaram em uma decisão de título foi em 1993, quando os argentinos venceram a extinta Copa de Ouro. Na ocasião, a competição reunia os campeões da Libertadores, Supercopa Libertadores, Copa Conmebol e da Copa Master Supercopa. As equipes que disputaram eram: Atlético-MG, Boca Juniors, São Paulo e Cruzeiro. O torneio era dividido em duas semifinais. O tricolor foi derrotado pelos argentinos por 2 a 1; enquanto o Galo venceu a Raposa por 1 a 0 e avançou à final.
Na decisão, disputada em dois jogos, o Atlético-MG empatou em 0 a 0 contra o Boca Juniors, no Mineirão. No duelo de volta, o time argentino venceu pelo placar mínimo de 1 a 0 com gol anotado por Mac Allister.
Agora, as equipes voltam a se enfrentar em uma final continental após 33 anos. A grande decisão acontece no dia 21 de novembro, um sábado, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia. O grande campeão garante vaga direta para a fase de grupos da Libertadores de 2027.
A trajetória do Galo até a decisão
O Atlético-MG retorna à final da Sul-Americana em 2026 após ficar com o vice-campeonato da competição continental disputada em 2025. Na ocasião, o time comandado pelo técnico Jorge Sampaoli empatou sem gols no tempo normal contra o Lanus, mas foi superado nas penalidades.
Neste ano, com o treinador Eduardo Domínguez, o Atlético-MG fechou a fase de grupos na liderança do Grupo B com 10 pontos. Foram três vitórias, um empate e duas derrotas na campanha da primeira fase. Com a liderança, o alvinegro avançou diretamente às oitavas de final, onde superou o Red Bull Bragantino. Nas quartas, eliminou o Santos em uma dramática disputa de pênaltis marcada por defesas do goleiro Gabriel Delfim. Na semifinal, despachou o Montevideo City Torque com gols de Reinier, Bernard e Thiago Borbas.
O caminho dos Xeneizes
A campanha do Boca Juniors até a final da Sul-Americana começou de um jeito atípico. O time argentino desceu da Libertadores e precisou disputar os playoffs das oitavas de final. Na ocasião, eliminaram o O’Higgins nos pênaltis após empatarem em 1 a 1 no agregado. Na fase seguinte, golearam o Deportivo Recoleta e fecharam a série com placar somado de 7 a 1.
Nas quartas, os Xeneizes despacharam o São Paulo. No jogo de ida, no La Bombonera, venceram por 1 a 0. Na volta, o torcedor tricolor protagonizou uma das maiores recepções do Morumbi nesta temporada, mas não conseguiu vencer os argentinos e apenas empataram em 1 a 1.
Mais um brasileiro pela frente. Na semifinal, o Boca Juniors enfrentou o Vasco da Gama. No primeiro jogo, na Argentina, o time carioca venceu por 1 a 0 com gol de Adson; o placar colocou o Gigante da Colina em uma seleta lista de equipes brasileiras que conseguiram esse feito como visitante. Apesar do feito histórico, o Boca Juniors não se redimiu e reverteu o placar negativo com a vitória por 3 a 1 no jogo disputa nesta terça-feira (20/10), no Maracanã. Os gols do time argentino foram marcados por Di Lollo, Merentiel e Paredes.
Com campanhas intensas e muita rivalidade acumulada, sul-americanos e mineiros medem forças em jogo único na Colômbia pelo troféu e pelo passaporte carimbado para a próxima edição da principal copa do continente.








