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Presidente da Câmara de Olímpia é preso e renuncia após escândalo

Flávio Augusto Olmos se afastou do cargo após ser detido em operação policial sobre “rachadinha” envolvendo assessores.

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Presidente da Câmara de Olímpia preso suspeito de participação em 'rachadinha' renuncia ao cargo

O presidente da Câmara Municipal de Olímpia, Flávio Augusto Olmos, do Partido Progressista, renunciou ao seu cargo na tarde de segunda-feira, 19 de outubro, após ser preso em uma operação da Polícia Civil. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de “rachadinha” com três de seus assessores.

Renúncia e afastamento temporário

No ofício enviado à Câmara, Flávio também solicitou um afastamento das funções de vereador por um período de 120 dias. Com sua saída, o vice-presidente Marcelo de Branca, do Republicanos, assumirá interinamente a presidência até que uma nova eleição ocorra, prevista para o dia 26 de outubro. A defesa de Olmos ainda não se manifestou sobre a situação.

Operação “Caixa Frio”

A prisão de Flávio faz parte da operação “Caixa Frio”, que investiga o desvio de dinheiro público. Segundo as autoridades, a sorveteria de propriedade do vereador servia como um ponto de entrega e repasse dos montantes que os assessores deveriam devolver a ele. Esta prática, conhecida como “rachadinha”, ocorre quando servidores públicos são forçados a devolver parte de seus salários ao agente que os contratou. As implicações legais para esses atos podem resultar em reclusão de dois a 12 anos, conforme o artigo 312 do Código Penal.

Ações policiais e investigações

As investigações levaram à prisão de Olmos e de três assessores, sendo um homem detido em Colina e duas mulheres encaminhadas à cadeia feminina de Bebedouro. A operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão, onde foram coletados documentos, celulares e equipamentos de informática em locais relacionados ao vereador e seu grupo.

Contexto político

Flávio Olmos está em seu segundo mandato como vereador e foi eleito presidente da Câmara no ano anterior. A situação atual lança um grande questionamento sobre a ética e a transparência nas práticas políticas na região. O caso segue em investigação sob sigilo, enquanto a população aguarda desdobramentos e a escolha de um novo presidente para a Câmara.

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