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Filhote de lontra de 15 dias é resgatado sozinho no RS

O animal foi localizado perto de um arroio na Região Metropolitana de Porto Alegre e encaminhado para atendimento veterinário.

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Ainda de olhos fechados e sem a mãe, filhote de lontra com 15 dias é resgatado após ser encontrado sozinho no RS

Um filhote de lontra com apenas 15 dias de vida e que ainda não havia aberto os olhos foi resgatado na última quinta-feira (22) em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O animal estava sozinho na Avenida Sete de Setembro, localizada no bairro Liberdade.

Localização e causas do isolamento

O pequeno mamífero foi encontrado nas proximidades do Arroio Luiz Rau, um curso d’água que corta a região urbana. Segundo informações da prefeitura municipal, o biólogo Carlos Normann avalia que existem duas hipóteses principais para o fato de o filhote estar desamparado na via pública.

“Acreditamos que a mãe abandonou o filhote ou sofreu algum acidente, como o ataque de algum cão, algo bem comum nestes casos”, afirma.

Estado de conservação da espécie

O exemplar pertence à espécie Lontra longicaudis, que atualmente consta como “quase ameaçada” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Tal classificação indica que a espécie ainda não atingiu níveis críticos, mas se aproxima dos parâmetros de risco.

Embora façam parte da fauna nativa do Vale do Sinos, as lontras raramente são vistas por moradores urbanos. Esses animais habitam preferencialmente trechos de rios e arroios que contam com vegetação preservada nas margens, utilizada tanto como refúgio quanto para a busca de alimentos.

Destino do animal resgatado

Após o resgate, o filhote foi levado a uma clínica veterinária especializada. O planejamento das equipes é mantê-lo sob supervisão durante o seu desenvolvimento para que, futuramente, possa ser reintroduzido ao seu habitat natural.

Especialistas reforçam que a lontra é um animal silvestre e jamais deve ser mantida em cativeiro doméstico, pois exige cuidados e alimentação específicos. Em casos de localização de fauna em situação de risco, o procedimento correto é acionar os órgãos ambientais competentes.

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