Moradores de uma região de mata localizada no Jardim do Lago, na Zona Oeste da capital paulista, encontraram o corpo de um homem com os pés e as mãos amarrados nesta quinta-feira (22). Conforme informações repassadas pela Polícia Militar (PM), a vítima também apresentava lesões cortantes na face e estava com um saco plástico cobrindo a cabeça.
Investigação policial e linha de apuração
O episódio foi formalmente registrado como homicídio e sua apuração ficará a cargo do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Apesar da sequência de ocorrências registradas recentemente e dos boatos que circulam nas redes sociais, a Polícia Civil voltou a descartar que as mortes tenham sido cometidas por um “serial killer”. A principal hipótese dos investigadores é que a maior parte dos crimes esteja relacionada ao crime organizado, especialmente a execuções determinadas em julgamentos do chamado “tribunal do crime”, atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Outro caso recente na Grande São Paulo
Na madrugada de quarta-feira (21), a Polícia Militar encontrou um corpo dentro do porta-malas de um carro abandonado em uma área de mata na Estrada Borba Gato, em Itapecerica da Serra. Segundo informações da ocorrência, a vítima era um homem. O corpo, que apresentava sinais de tortura e estava envolto em cobertas.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais encontraram um documento de identidade e um boletim de ocorrência dentro do veículo. O serviço funerário e a perícia foram acionados para a remoção e identificação do corpo, que aparenta ser de um homem. O caso foi apresentado na Delegacia de Itapecerica da Serra e registrado como morte suspeita e encontro de cadáver. A autoria do crime ainda é desconhecida.
Esclarecimentos sobre os boatos de assassino em série
Apesar da repetição de ocorrências em diferentes pontos da região metropolitana, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirma que não há elementos que indiquem a atuação de um assassino em série. A avaliação dos investigadores é que os casos têm motivações distintas, embora muitos deles possam ter relação com disputas do crime organizado.
A principal linha de investigação se baseia no perfil das vítimas já identificadas. Segundo a polícia, todas tinham antecedentes criminais por delitos como sequestro, roubo, tráfico de drogas e estupro. Os investigadores afirmam ainda que já identificaram suspeitos em parte dos casos e que pediram à Justiça a prisão de pelo menos um deles. Para a polícia, o conjunto de evidências reunidas até o momento aponta que a maior parte das mortes está mais próxima de execuções ligadas ao crime organizado do que da atuação de um assassino em série.








