O Botafogo-SP aparece na 11ª colocação no ranking de endividamento entre os participantes da Série B do Campeonato Brasileiro, acumulando um passivo de R$ 89 milhões, conforme apontam os registros do Painel de Solvência da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). Considerando o cenário total do esporte nacional, que engloba também a elite do país, a equipe de Ribeirão Preto detém o 29º maior valor negativo.
Apesar do montante elevado, o clube paulista integra um grupo restrito de apenas oito equipes da divisão de acesso que conseguem honrar pontualmente suas obrigações com vencimentos salariais, tributos e transferências.
Gestão financeira e investimentos na estrutura
Em declaração concedida à Rádio CBN Ribeirão, Adalberto Baptista, que preside o Conselho de Administração da Botafogo Futebol S/A, esclareceu que uma fatia superior a 50% do total apontado no estudo se refere a aplicações financeiras direcionadas à melhoria patrimonial, remodelação da praça esportiva e aquisição definitiva de atletas para o plantel. Como exemplo, o dirigente mencionou as contratações em definitivo do volante Morelli, do zagueiro Vilar e do atacante Wesley durante o calendário atual.
– Com relação à dívida, mais de 50% dessa dívida são investimentos no estádio, estrutura, em jogadores. Como não contabilizamos isso como patrimônio, esses investimentos contam como gastos e consequentemente como dívida. Nesse ano, a gente já investiu R$ 5 ou 6 milhões só no Vilar, Morelli e Wesley, os três estamos adquirindo em definitivo, gastamos mais de R$ 3 milhões, isso entra como despesa. Esse investimento todo só vai ser normalizado quando o litígio entre Botafogo FC e a Trexx (parceira do clube na SAF) terminar e esse valor de dívida for capitalizado – explicou Adalberto Baptista.
Compromissos operacionais quitados
O mandatário fez questão de valorizar a regularidade administrativa da instituição, contrapondo o modelo de gestão tricolor ao cenário enfrentado por boa parte dos concorrentes nas duas principais divisões nacionais.
– O mais importante é que o Botafogo não deve para nenhum jogador, nenhum membro de comissão técnica, para nenhum fornecedor e para nenhum ente governamental. Na Série B só tem oito clubes com pagamento em dia – destacou Baptista.
Tratamento das obrigações de curto prazo
Questionado a respeito dos R$ 14 milhões registrados com prazo imediato de quitação, o gestor garantiu que os valores passam por processos constantes de renegociação e prorrogação, sem incidência de encargos financeiros adicionais.
– Mesmo essas dívidas de curto prazo, sempre nos vencimentos nós prorrogamos essas dívidas com a própria Trexx, que faz o investimento. Essas dívidas são roladas e como todos sabem, não há nenhum incidência de juros, isso de forma alguma preocupa a gestão da Botafogo SA – concluiu Adalberto Baptista.
Enquanto equilibra os números nos bastidores corporativos, o time comandado pela comissão técnica busca estabilidade dentro das quatro linhas para consolidar sua campanha na segundona nacional.








