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Cesta básica passa de R$ 600 em Rio Branco após alta do tomate

Inflação de setembro atinge o orçamento e trabalhador precisa de mais dias de labor para garantir os alimentos essenciais.

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Cesta básica ultrapassa R$ 600 em Rio Branco com alta puxada pelo preço do tomate

Custo de vida em alta na capital acreana

O valor da cesta básica de alimentos em Rio Branco atingiu a marca de R$ 609,80 no mês de setembro, registrando um crescimento de 4,35% em comparação com agosto, período em que os mesmos itens somavam R$ 584,40. O principal motor dessa inflação foi o tomate, que encareceu 30,36% no intervalo analisado.

As informações foram divulgadas por meio de um levantamento conduzido pela Secretaria de Planejamento do Acre (Seplan). Além do tomate, outros produtos básicos registraram acréscimos expressivos, como a farinha de mandioca, que subiu 6,47%, o arroz, com alta de 5,75%, e o óleo de soja, que ficou 2,10% mais caro.

Impacto no bolso do trabalhador

Diante da escalada nos preços dos gêneros alimentícios, quem recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 10 dias de trabalho para conseguir adquirir todos os itens que compõem a cesta alimentar básica. Esse tempo de dedicação representa 3 horas e 26 minutos a mais do que o esforço exigido no mês anterior, considerando uma jornada padrão de 220 horas mensais.

O estudo avalia periodicamente 14 mercadorias essenciais para a alimentação, além de monitorar despesas com itens de limpeza doméstica e cuidados pessoais, setores que também sofreram reajustes. A cesta voltada para a limpeza doméstica avançou de R$ 88,48 em agosto para R$ 88,75 em setembro, o que representa um acréscimo de 0,31%, sendo o sabão em barra o destaque com elevação de 2,24%.

No segmento de higiene pessoal, o aumento foi de 0,28%, fazendo o valor passar de R$ 25,97 para R$ 26,04, com o creme dental liderando as altas da categoria ao registrar 1,36% de acréscimo.

Orçamento familiar e produtos em baixa

Para uma configuração familiar típica composta por dois adultos e três crianças, as despesas somadas com alimentação, higiene e limpeza chegaram a R$ 2.536,05 no mês de setembro. A quantia significa um acréscimo de R$ 90,09 frente ao mês precedente, o equivalente a 1,56% de um salário mínimo.

Apesar da tendência geral de encarecimento da cesta de alimentos, sete dos 14 itens monitorados exibiram retração de valores no período. A maior baixa foi observada na banana, com recuo de 3,03%, seguida pela mandioca, que barateou 2,18%, e pelo café, com queda de 1,92%. Completam a lista de reduções a manteiga, com menos 1,47%, o feijão, que diminuiu 0,99%, o frango, com baixa de 0,74%, e o açúcar, que registrou queda de 0,50%.

Conforme os registros do monitoramento da Seplan entre abril e setembro de 2026, o somatório das três cestas básicas para uma única pessoa acumulou um acréscimo de 2,3%, refletindo diretamente sobre o poder de compra e o planejamento financeiro das famílias residentes na capital do estado.

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