A falta prolongada de chuvas decretou situação de emergência em 11 cidades localizadas no estado de Sergipe. A escassez severa de água e pastagem está provocando a morte de diversos animais na região.
Prejuízos na pecuária leiteira Para os produtores de leite da região, o impacto financeiro acontece em formato de reação em cadeia. Os animais sofrem com a perda drástica de peso, reduzem drasticamente a produção de leite e frequentemente acabam morrendo.
Impacto severo no município de Poço Redondo Na cidade de Poço Redondo, córregos e açudes secaram completamente devido à estiagem. O agricultor Cleiton Feitosa viu sua plantação de milho ser destruída e o rebanho ficar sem qualquer opção de alimentação.
Diante do encarecimento da ração animal, o criador optou por se desfazer de 16 das suas 20 vacas para evitar a morte dos bichos. Um cenário idêntico foi enfrentado por Genildo dos Santos, que precisou comercializar todo o seu plantel.
As 26 vacas leiteiras que sustentavam o lar foram vendidas, fazendo com que a família passasse a depender exclusivamente de auxílios governamentais.
“Não tinha como a gente sobreviver. [Não tinha dinheiro] nem pra a gente, nem pra elas. Aí tivemos que vender. A gente ficou com o coração magoado. Ainda hoje estamos”, disse.
Perdas diárias e ameaça aos sobreviventes O produtor rural José Valmir Gomes contabilizou a morte de quatro cabeças de gado. Os espécimes que resistiram encontram-se extremamente debilitados e definham lentamente.
“Daqui ela ia para casa. Aí aqui ela não aguentou, se deitou e não levantou mais. Porque além de fraca, ela tava prenha. Aqui o restinho da cria. Não dá nem pra saber se era macho ou era fêmea”, diz o criador ao mexer nos ossos do feto largados no chão.
Atualmente, a palma forrageira constitui a única alternativa de sustento para o gado remanescente. No entanto, o volume estocado assegura a alimentação por apenas mais trinta dias.
“É pedir sorte a Deus que chova e as coisas voltem ao normal como era”, afirma Gomes.








