A assistência médica da Região Serrana do Rio de Janeiro alcançou um patamar inédito de inovação com a incorporação de uma plataforma tecnológica de ponta para procedimentos de alta complexidade.
Tecnologia britânica de ponta na serra fluminense
No dia 28 de setembro, o Hospital Unimed Nova Friburgo integrou oficialmente o mapa da cirurgia robótica ao receber o robô cirúrgico Versius. Com essa aquisição, a instituição se consolidou como a pioneira em sua área de atuação e a segunda unidade Singular do Sistema Unimed no estado fluminense a disponibilizar o recurso.
Concebido pela companhia britânica CMR Surgical e originado na tradicional Universidade de Cambridge, o equipamento possui relevância internacional. Os dados oficiais apontam mais de 300 unidades em funcionamento globalmente e um montante superior a 50 mil operações realizadas com sucesso.
“Agora os pacientes não precisam mais se deslocar para a capital, para o Rio de Janeiro. Não precisam mais descer a serra. Eles têm o que há de melhor perto da própria casa. E, sendo a segunda plataforma Versius no estado do Rio de Janeiro, Nova Friburgo se torna também um centro de referência em cirurgia robótica para toda a população”, destaca Giovani Fracchia Martins.
Expansão estrutural e novas certificações
A chegada do maquinário coincide com uma fase de forte crescimento para a unidade hospitalar, que obteve em junho a acreditação ONA Nível 1. Além disso, o complexo passou por ampliações físicas superiores a 60%, contemplando setores vitais como CTI e cirurgia cardíaca.
“Estamos trazendo uma tecnologia muito avançada em cirurgia, que vem somar a tudo o que já fizemos este ano. Isso é importante não só para a Unimed Serrana, mas para todo o Sistema Unimed no estado”, afirma Dr. José Manes.
Capacitação médica e próximos passos
Antes que os primeiros pacientes sejam operados, o corpo clínico passará por um rigoroso treinamento prático para operar a ferramenta robótica com segurança e precisão. Os atendimentos ocorrerão seguindo rigorosamente as diretrizes e coberturas estabelecidas pela ANS.
“O robô não está entrando em um hospital que não estava preparado. Ele vem justamente para completar uma estrutura que foi ampliada e qualificada. Às vezes o paciente da região não acredita na saúde que a região pode oferecer. Esse investimento é justamente para o nosso usuário, para que ele não precise se deslocar para um grande centro. Aqui ele vai ter tudo de que precisa no tratamento da sua enfermidade. A robótica ocupa esse espaço que faltava para colocar a saúde da nossa região em outro patamar”, afirma Dr. Marcello Barros.








