Uma mulher de 33 anos foi detida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última segunda-feira (2), em Guarapuava, no Paraná, sob a acusação de atuar como batedora para um esquema de tráfico de entorpecentes. O caso ganhou contornos graves, já que a suspeita viajava acompanhada de suas duas filhas, de 9 e 10 anos. Ela conduzia um veículo à frente do carro dirigido pelo companheiro, de 27 anos, responsável por transportar 130,9 kg de maconha.
O papel do batedor nas rodovias No universo do crime organizado, o batedor desempenha uma função estratégica: ele segue à frente do veículo carregado com mercadorias ilícitas para monitorar a presença de blitze e fiscalizações policiais, alertando o comparsa sobre eventuais perigos na pista.
Dinâmica da abordagem na BR-277 A ocorrência foi registrada em um trecho da BR-277, uma das vias mais movimentadas do estado, que conecta as fronteiras com o Paraguai e a Argentina a Curitiba e ao litoral paranaense. A abordagem inicial ocorreu na Unidade Operacional da PRF no Guará, onde a mulher apresentou contradições em seu depoimento, levantando suspeitas imediatas da equipe.
Durante o procedimento, os agentes tentaram parar o segundo veículo, que era escoltado pela mulher. O motorista, contudo, desobedeceu à ordem de parada e iniciou uma tentativa de fuga. “O condutor acelerou e tentou fugir por 14 quilômetros, trecho em que transitou de forma extremamente perigosa, colocando em risco a vida de outros usuários da rodovia. A fuga terminou após o veículo colidir contra um poste às margens da rodovia. O homem foi preso e confessou que havia buscado a droga em Foz do Iguaçu e que a levaria até Curitiba. Posteriormente, a mulher também confessou que prestava apoio ao companheiro durante o transporte da droga”.
Desdobramentos do caso Além do tráfico de drogas e do perigo imposto a terceiros, a corporação confirmou que nenhum dos dois detidos possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades.
Após o flagrante, o casal, os veículos e a carga de entorpecentes foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Guarapuava. As crianças, que estavam presentes no momento da prisão, foram entregues aos cuidados do Conselho Tutelar para a proteção de seus direitos.








