Uma visita de rotina ao cemitério municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, transformou-se em um episódio alarmante no último Dia de Finados, quando uma frequentadora despencou para o interior de um jazigo após o concreto ceder.
O problema da vegetação alta no cemitério
O caso ocorreu na segunda-feira, dia 2, enquanto Karoline Luiza Venerando de Paula, de 28 anos, tentava prestar homenagens à avó falecida há três anos. O mato alto encobriu as referências visuais, levando-a a realizar a higienização no local equivocado.
“Quando eu cheguei aqui, o mato estava bastante alto. Acabei perdendo a localização de onde ela estava sepultada. Eu liguei para a secretaria, para a administração do cemitério e pedi que me informassem o número da sepultura dela. Eles me passaram o número, e fui até o local”, disse.
Mesmo com a indicação numérica repassada pelos funcionários, a placa indicativa estava posicionada no extremo oposto e voltada para a fileira da frente. Encoberta pela vegetação, a limpeza ocorreu na sepultura errada.
O desabamento da laje
No momento em que varria a parte superior da estrutura, o material cedeu de forma repentina, projetando a visitante diretamente sobre os ossos guardados na cova.
“A princípio, eu achei que eu tinha caído sobre o caixão, mas quando eu olhei, eu estava de cara com o crânio. Restos mortais mesmo. Dava para ver tudo, o corpo já estava em decomposição”, disse.
Sem ferimentos graves, mas profundamente assustada, ela precisou de ajuda externa para conseguir sair de dentro do jazigo. No dia posterior ao acidente, voltou ao espaço e percebeu que a ossada exposta não era de sua parente.
“Eu vim aqui para limpar o túmulo dela, ter uma lembrança boa. Acabou que eu saí daqui achando que aquele cadáver era ela”, afirmou.
Medidas adotadas pela prefeitura
Logo após o episódio, a área passou por serviços intensivos de capina, viabilizando o acesso ao verdadeiro túmulo da avó para a colocação de flores.
Em nota oficial, a Prefeitura de Juiz de Fora comunicou que deu suporte aos parentes e garantiu que a gestão do cemitério fará uma vistoria nas condições da área, instalando uma proteção provisória no túmulo danificado. A administração municipal ressaltou que a “manutenção e os reparos definitivos das estruturas particulares dos jazigos são de responsabilidade dos familiares ou titulares”.








