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Raquel Tupinambá assume coordenação da Funai no Baixo Tapajós

A nomeação marca um avanço na presença institucional do órgão no oeste do Pará, atendendo a uma demanda histórica das comunidades locais.

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Liderança Tupinambá e doutora pela UnB assume primeira coordenação regional da Funai no Baixo Tapajós

A bióloga e pesquisadora Raquel Tupinambá foi oficializada nesta semana como a primeira gestora da Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Baixo Tapajós e Amazonas. A unidade, sediada em Santarém, no oeste do Pará, foi estabelecida para fortalecer a proteção territorial e garantir os direitos das etnias da região, que antes dependiam de unidades administrativas distantes.

Conquista histórica para as etnias locais

A criação desta estrutura regional representa um marco para os povos da região, que historicamente solicitavam uma representação mais próxima e eficiente. A dependência de coordenações remotas dificultava o suporte necessário, gerando morosidade em processos críticos como a fiscalização ambiental, a assistência social e a demarcação de terras indígenas.

Perfil acadêmico e liderança comunitária

Raquel Tupinambá traz para o cargo uma trajetória que combina o saber tradicional com o rigor científico. Além de ser uma liderança atuante em sua comunidade na aldeia Surucuá, situada às margens do rio Tapajós, ela possui uma formação acadêmica robusta: é bióloga, mestre em Botânica e doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB).

Experiência no movimento indígena

Sua atuação política é vasta, tendo exercido o papel de cacica na aldeia Surucuá e presidido o Conselho Indígena Tupinambá do Tapajós (Citupi) entre 2021 e 2025. Mesmo diante das novas responsabilidades, ela mantém sua conexão com a terra como agricultora e participa ativamente da Associação de Moradores Indígenas e Agroextrativistas do Tapajós (Ampravat).

Desafios da nova gestão

A nova coordenação terá como missão central a estruturação física da sede e a criação de canais de diálogo permanentes com as organizações indígenas da Calha Norte e do Rio Amazonas. Entre as prioridades da gestão, destacam-se:

  • O suporte administrativo para as aldeias;
  • O combate a invasões em áreas protegidas;
  • A agilização dos processos de demarcação;
  • A articulação de políticas de saúde e saneamento.

Com o início desta gestão, a Funai busca descentralizar suas ações no Pará, assegurando que as demandas específicas das populações locais sejam tratadas com a celeridade e a proximidade que a realidade do Baixo Tapajós exige.

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