Com a tradicional canção ecoando entre os formandos, quase 1,3 mil estudantes de instituições públicas de ensino em Boa Vista celebraram nesta quarta-feira (4) a conclusão das atividades do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). A iniciativa formou exatamente 1.296 alunos de onze colégios da capital, que agora contam com orientações práticas para recusar substâncias ilícitas e lidar com situações de vulnerabilidade.
A cerimônia de formatura e o impacto na comunidade
O evento solene foi promovido pelo governo estadual por meio de uma ação conjunta entre a Secretaria de Educação e Desporto (Seed) e a Polícia Militar de Roraima. O mascote oficial da iniciativa, o Leão Daren, esteve presente na celebração e foi amplamente aplaudido pelas crianças e adolescentes presentes.
A comandante-geral da Polícia Militar de Roraima, coronel Valdeane Alves, ressaltou a importância da união entre diferentes setores para o sucesso da iniciativa.
“São crianças que passam por um trabalho intenso dentro da própria sala de aula, aprendendo lições essenciais para a vida. Elas aprendem a resistir às pressões, desenvolvendo inteligência emocional para afastar tudo aquilo que é ruim, especialmente na complexa sociedade em que vivemos hoje”.
Metodologia preventiva nas salas de aula
Durante um semestre letivo, os matriculados participaram de encontros semanais ministrados por policiais militares preparados pedagogicamente. O currículo inclui o uso de materiais de apoio como cartilhas e vídeos educativos, abordando temas cruciais como o combate ao bullying, respeito às diversidades, cidadania e tomada de decisões seguras.
Como encerramento das atividades práticas, os participantes elaboraram textos com o tema “Minha experiência com o Proerd”. A aluna que apresentou a melhor redação desta edição foi premiada com uma bicicleta e um vale-compras no valor de R$ 1 mil.
Histórico e expansão do método preventivo
A titular da Seed, Ana Célia de Oliveira Paz, enfatizou o alcance do projeto na região norte.
“É um projeto que se consolidou ao longo de 26 anos no Estado, unindo a Polícia Militar e as escolas públicas. O programa fortalece as nossas crianças e adolescentes contra o uso de drogas e contra todas as formas de violência que possam vir a cruzar os seus caminhos”.
O modelo adotado no território brasileiro baseia-se em um programa originado na corporação policial de Los Angeles, nos Estados Unidos, fundamentado em pesquisas conduzidas por especialistas em pedagogia, psicologia e segurança pública para promover a integração entre pais, professores e agentes da lei na proteção infantojuvenil.








