O Tribunal do Júri de Imperatriz, na região tocantina do Maranhão, condenou Daniel da Costa Silva a 40 anos de reclusão pelo assassinato de sua ex-companheira, a empregada doméstica Patrícia Almeida Silva. A decisão foi emitida durante uma sessão realizada no Fórum local. O réu já se encontrava preso preventivamente e teve o cárcere mantido pelo magistrado após o veredito.
Entenda como o crime aconteceu
Conforme as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), o homicídio ocorreu em novembro de 2023. Na ocasião, o agressor interceptou a vítima e a forçou a ingressar em uma caminhonete. Posteriormente, a mulher foi executada com um tiro na cabeça e teve o corpo desovado em uma região de fazendas na zona rural do município.
Após a execução, o criminoso subtraiu o telefone celular da ex-esposa e escapou em direção ao estado do Pará. O corpo só foi localizado aproximadamente uma semana depois, após um morador que colhia frutas encontrar os restos mortais. A identificação foi possível graças aos vestígios de roupas, adereços e a um contracheque encontrados no local. Um laudo do Instituto Médico Legal apontou que o disparo atingiu a região posterior da orelha, transfixando o crânio.
Acusações e desdobramentos do julgamento
Durante os debates em plenário, a acusação foi representada pelo promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira, titular da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz. O representante ministerial imputou ao réu os crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, feminicídio e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto e descumprimento de ordem judicial.
No mesmo julgamento, o padrasto do réu, Udson da Conceição Silva, respondeu por suposta fraude processual. Contudo, os trabalhos em plenário esclareceram que a autoria pertencia exclusivamente a Daniel, motivando o Ministério Público a requerer a absolvição do familiar.
Histórico de violência e medidas protetivas
A investigação conduzida pela Delegacia da Mulher e pela Delegacia Regional apontou que a vítima possuía medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça desde julho do ano anterior. A ordem de proteção havia sido solicitada após um episódio em que o ex-companheiro a abordou em via pública, a colocou à força em seu automóvel e a agrediu fisicamente, cena que foi registrada por câmeras de segurança.
Familiares relataram às autoridades que o sumiço ocorreu no momento em que ela se deslocava para o trabalho. Com o histórico de violência doméstica e o descumprimento das ordens judiciais, os investigadores logo concentraram as suspeitas no ex-cônjugue, que permaneceu foragido até a captura e o encerramento do processo com a condenação máxima.








