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Lula classifica fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA como vergonhosa

Presidente reeleito comparou o episódio com sua própria prisão em 2018 durante celebração de aniversário no Palácio da Alvorada.

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“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “um ato vergonhoso” a partida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. A declaração ocorreu nesta terça-feira (27), durante um encontro com apoiadores no Palácio da Alvorada para celebrar seu aniversário de 81 anos, ocasião em que o chefe do Executivo ressaltou que seu adversário nas urnas possui pendências judiciais.

Repercussão internacional e articulação A saída do país aconteceu menos de 48 horas após a derrota nas eleições presidenciais e ganhou destaque na imprensa global.

O ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, utilizou as redes sociais para informar a chegada do político em solo americano, apontando uma articulação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A agência Reuters também confirmou a movimentação, enquanto aliados do presidente norte-americano Donald Trump indicavam a presença do senador no exterior.

Investigações no STF e passaporte Mesmo com a viagem, os procedimentos investigativos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal seguem ativos. A decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes determinava a entrega dos passaportes, exigência que não foi cumprida.

O parlamentar e o advogado Willer Tomaz são alvos de apurações sobre suposta lavagem de dinheiro através de apostas online, as chamadas bets, além de responderem a inquérito referente ao financiamento do filme Dark Horse.

Comparação com a própria prisão Durante o discurso aos simpatizantes, o mandatário relembrou o período em que cumpriu pena a partir de abril de 2018, enfatizando a decisão de entregar os documentos às autoridades e se apresentar voluntariamente à Polícia Federal.

“Resolvi me entregar na Polícia Federal porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência”, afirmou sobre o período de 580 dias em reclusão, encerrado com a soltura em novembro de 2019. Posteriormente, em 2021, o STF anulou os processos do ex-juiz Sergio Moro ao constatar parcialidade.

As condutas das autoridades também foram criticadas pelo chefe de Estado, que apontou falhas na prevenção da saída do país.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Ele deveria ter entregue o passaporte. A Polícia Federal já devia suspeitar que ele sairia do Brasil, ele tem inquérito”, acrescentou.

O pronunciamento foi encerrado com uma mensagem sobre a trajetória política recente e a confiança na transparência jurídica.

“E estou aqui sendo reeleito para mais um mandato por conta de vocês. Por isso eu digo a vocês, quem não deve, não teme”, concluiu Lula.

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