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Câncer de mama: mastologista esclarece sintomas e exames

Entenda quando realizar a mamografia e como funciona o atendimento oncológico especializado na rede pública estadual.

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Câncer de mama: Especialista do AC explica sinais e cuidados para identificar a doença

Conhecer o próprio corpo e ficar atenta a mudanças nas mamas são medidas importantes para identificar possíveis sinais de câncer de mama. Sinais como nódulos, alterações na pele, inversão do mamilo e caroços nas axilas estão entre os indícios que precisam ser investigados por um profissional de saúde.

A importância do autoconhecimento O médico mastologista Sidney Rogério explicou que observar as características habituais das mamas ajuda a perceber alterações. Segundo ele, ao notar alguma mudança persistente, a orientação é procurar atendimento médico para fazer uma avaliação.

“Primeiro, inicialmente, a paciente tem que se conhecer. Então, começando como o básico, é o autoexame. Ela fazendo o autoexame de rotina, vai perceber quando tem a primeira alteração”

De acordo com o especialista, nem toda modificação corporal indica um tumor maligno, mas qualquer suspeita exige investigação profissional imediata para descartar riscos.

Diretrizes para exames preventivos O médico destaca que a mamografia pode identificar alterações pequenas antes que evoluam para lesões palpáveis. O rastreamento populacional é recomendado principalmente para mulheres na faixa dos 50 aos 74 anos, ocorrendo a cada bienalidade.

“A mamografia aos 40 anos significa exames de rastreio. O que é isso? São exames feitos populacionais para você fazer um diagnóstico precoce nas pacientes assintomáticas”

Quando a paciente já apresenta sintomas clínicos, a abordagem diagnóstica pode mudar. O especialista ressalta que o histórico familiar de tumores também serve como parâmetro fundamental para definir o acompanhamento médico adequado.

“Então, quando a gente fala em exames, dependendo da fase que você chegar ao médico, se você chegar com sintomas, pode ser que uma mamografia já não seja necessária”

Atendimento oncológico especializado O tratamento completo para a enfermidade é oferecido na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), situada na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco. O fluxo de atendimento na instituição contempla pacientes que já chegam com a confirmação clínica da doença.

“Lá é feito todo o tratamento após o diagnóstico. O paciente já chega com o diagnóstico feito por biópsia, resultado anatomopatológico e, muitas vezes, também imuno-histoquímica”

A definição terapêutica varia conforme a gravidade e as características individuais de cada pessoa diagnosticada, englobando intervenções cirúrgicas ou terapias medicamentosas específicas.

“O paciente decide qual é a fase do tratamento que ele está. Nós vamos determinar o estadiamento e ele vai ver se começa pela cirurgia, se começa o tratamento pela quimioterapia ou qual é situação do paciente. Então, todo o tratamento é feito aqui no estado do Acre, lá no Unacon sem problema nenhum, sem restrições”

Estatísticas da doença no estado Dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) apontam que, em 2024, o estado registrou 126 diagnósticos, enquanto o ano anterior contabilizou 108 ocorrências. Para o ano de 2025, os registros parciais até outubro somavam 115 pacientes diagnosticadas, embora tenha ocorrido uma limitação nos dados devido a mudanças no sistema informatizado da pasta. No tocante aos procedimentos ambulatoriais de 2026, a secretaria contabilizou 190 atendimentos referentes a quimioterapias, hormonioterapias e radioterapias no mês de setembro.

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