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Baleia-piloto morre após encalhar no litoral do Rio Grande do Norte

Especialistas do CEMAM acompanharam o animal por horas antes do óbito ser confirmado na madrugada desta terça-feira.

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Baleia-piloto morre após encalhar em praia do litoral do RN

Uma baleia-piloto de 3,8 metros morreu na madrugada desta terça-feira (27) após ser encontrada encalhada em diferentes pontos do litoral do Rio Grande do Norte. O animal, que mobilizou equipes especializadas desde a última segunda-feira (26), não resistiu e veio a óbito por volta das 4h30, conforme informou o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM).

Monitoramento e tentativas de resgate

O cetáceo foi avistado inicialmente na região de Pirangi do Sul. Durante o monitoramento, a equipe técnica utilizou um drone para observar o comportamento do animal, que se encontrava a cerca de 60 metros da costa. A inspeção revelou sinais de letargia, intervalos respiratórios de aproximadamente um minuto e escoriações na cabeça e próximo à nadadeira dorsal, possivelmente causadas por impactos com rochas.

Com o auxílio de um pescador local, profissionais se aproximaram do espécime em uma embarcação para realizar uma avaliação clínica mais detalhada. Posteriormente, o acompanhamento seguiu via terrestre. No final da tarde, após novos avisos de encalhe em Pirambúzios, veterinários iniciaram procedimentos de urgência e a administração de medicamentos, mantendo o monitoramento durante toda a noite até o falecimento.

Investigação sobre o óbito

Para compreender os motivos que levaram ao encalhe e à morte do animal, uma necropsia será conduzida por especialistas. O laudo final dependerá das análises técnicas e da avaliação de todos os achados coletados durante o procedimento.

Características da espécie e comportamento

Apesar do nome popular, a Globicephala macrorhynchus pertence, na verdade, à família Delphinidae, a mesma dos golfinhos. O animal possui cabeça arredondada e corpo robusto, habitando preferencialmente águas oceânicas profundas em zonas tropicais e subtropicais, onde se alimenta majoritariamente de lulas. Por possuírem um comportamento social intenso, formam grupos coesos, mas, segundo o CEMAM, a presença de um indivíduo isolado não é, por si só, um indicador definitivo das causas do encalhe ou da separação do grupo.

Como proceder em casos de encalhe

O CEMAM reforça que a população deve manter distância de qualquer animal marinho encontrado na faixa de areia, seja ele um golfinho, baleia, peixe-boi, tartaruga ou ave, independentemente de estar vivo ou morto. É fundamental não tocar no animal nem tentar devolvê-lo ao mar por conta própria. Caso presencie uma situação semelhante, a orientação é entrar em contato com o centro pelo telefone (84) 9943-0058 para receber as instruções adequadas.

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