A Polícia Federal deflagrou a Operação Navegação Paralela na manhã desta quinta-feira (29) para desmantelar uma rede criminosa especializada em oferecer suporte logístico a operações de mineração clandestina em hidrovias do Amazonas.
Ações da Polícia Federal em Manaus
Cumprindo ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal, agentes da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente executaram dois mandados de busca e apreensão na capital amazonense.
A estratégia policial também incluiu o bloqueio judicial de ativos financeiros e patrimoniais que superam a marca de R$ 35 milhões, medida voltada a paralisar o fluxo de capitais da organização e assegurar recursos para a reparação de eventuais prejuízos causados à natureza.
Esquema de apoio ao garimpo nos rios
Conforme o avanço das apurações conduzidas pela corporação, os suspeitos eram responsáveis por viabilizar o envio de materiais essenciais, meios de deslocamento e assistência estrutural para balsas e dragas que atuam na extração irregular de minérios.
Paralelamente ao suporte operacional, os investigadores buscam comprovar a prática de crimes de lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio acumulado por meio das atividades ilícitas.
Possíveis punições aos investigados
Os envolvidos no esquema poderão responder perante a Justiça por crimes contra o sistema financeiro e a União, exploração não autorizada de minérios, infrações ecológicas e ocultação de valores.
Se forem responsabilizados judicialmente ao término do processo, as sanções máximas previstas para o conjunto de delitos podem atingir 26 anos de prisão, além da continuidade das apurações sobre outras irregularidades descobertas durante a investigação.








