Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (3) após agredir o próprio cachorro com socos e tentar estrangulá-lo na cidade de Penha, localizada no Litoral Norte de Santa Catarina. O animal foi imediatamente retirado do local e encaminhado a um abrigo municipal.
Investigação e flagrante por câmeras A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso de crueldade. A ação criminosa foi registrada por equipamentos de segurança da região. De acordo com os registros em vídeo, o suspeito passeava na praia com dois animais quando um deles se distanciou. Neste momento, o tutor derrubou o outro cão na areia, desferiu socos e tentou asfixiá-lo utilizando a coleira, chegando a erguer o pet pelo pescoço.
Ação policial e resgate O caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio de uma denúncia anônima feita à corporação. Munidos das gravações, os agentes conseguiram identificar o indivíduo e se dirigiram até a residência dele, onde o pet foi encontrado solto no quintal. O Instituto do Meio Ambiente de Penha prestou apoio na operação de salvamento. Conforme a corporação militar, apesar da violência registrada pelas câmeras, o animal não apresentava ferimentos externos evidentes.
Justificativa do suspeito e prisão O homem retornou à residência durante a diligência policial e prestou esclarecimentos. Ao ser questionado, o homem falou que sofre transtornos psicológicos e, durante um episódio de descontrole, descontou a raiva no cachorro.
O agressor recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Complexo Prisional da Canhanduba, situado em Itajaí. A corporação confirmou que o indivíduo já possui passagens criminais anteriores, embora maiores detalhes sobre os registros não tenham sido tornados públicos.
Legislação e canais de denúncia No território nacional, a legislação determina pena de dois a cinco anos de reclusão para quem comete crimes contra cães e gatos, além de multa e perda da tutela, conforme estabelecido pela Lei de Crimes Ambientais. Casos de violência contra animais podem ser reportados à Polícia Militar pelo telefone 190, ao Disque-Denúncia no 181, ou diretamente à Polícia Civil.








