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Copom decide taxa Selic hoje com expectativa de corte para 13,5%

Banco Central avalia rumos da economia em penúltima reunião de 2025 marcada por desfalques na diretoria e alta do dólar.

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Copom decide nesta quarta-feira se corta ou mantém a Taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (4) a penúltima reunião do ano para definir o rumo dos juros básicos da economia brasileira. A expectativa predominante entre os analistas de mercado é de que ocorra a sexta redução seguida na taxa Selic, mesmo diante da recente valorização do dólar frente ao real.

Projeções e impactos na economia

Conforme apontado pelo boletim Focus, levantamento semanal realizado pelo BC com instituições financeiras, a projeção é de que a Taxa Selic caia dos atuais 13,75% ao ano para 13,5% ao ano. A taxa básica de juros é utilizada nas negociações de títulos públicos no Selic e serve como referência principal para o custo do crédito em todo o país.

Historicamente, a taxa permaneceu em 15% ao ano — o patamar mais elevado em quase duas décadas — entre junho de 2025 e março deste ano. Contudo, as apostas atuais do mercado financeiro indicam que a taxa deve se estabilizar em 13,5% na reunião prevista para o próximo mês, contrariando projeções anteriores que indicavam novas quedas no final do ano.

Desafios e cenário inflacionário

O colegiado divulgará a decisão final no início da noite de hoje. Vale destacar que o Copom chega a esta rodada com lacunas na composição, visto que os mandatos dos ex-diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, encerraram-se no final de 2025 sem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha enviado substitutos para aprovação no Congresso Nacional.

A condução da política monetária exige cautela devido a pressões inflacionárias diversas. Entre os fatores de risco estão a volatilidade cambial, o encarecimento do petróleo, o aumento das despesas públicas e os impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre o setor de alimentos.

Indicadores de inflação e metas

O cenário de preços apresentou oscilações recentes. Embora tenha registrado um repique no mês de setembro, a inflação desacelerou em outubro. A prévia oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) recuou pela metade, atingindo 0,32% no mês passado. No entanto, no acumulado de 12 meses, o indicador avançou de 4,5% para 4,62%, posicionando-se acima do teto da meta.

O modelo de meta contínua, vigente desde janeiro de 2025 e estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), estipula uma meta central de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, estabelecendo o teto em 4,5%. Com a alta do dólar e os reflexos do conflito no Oriente Médio, a estimativa do boletim Focus para o IPCA deste ano elevou-se para 5,22%, mantendo-se acima do limite tolerável pela regra oficial.

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