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Preço do frango deve cair no Sul após foco de Newcastle em SC

Suspensão temporária das exportações catarinenses deve elevar a oferta interna da proteína, projeta análise do banco Itaú BBA.

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Frango pode ficar mais barato, principalmente no Sul, após caso de Newcastle em SC, diz Itaú

O mercado brasileiro de aves pode registrar uma redução nos preços nos próximos meses, com impactos mais expressivos concentrados na Região Sul. A projeção, feita pelo banco Itaú BBA, surge na esteira da confirmação de um foco da doença de Newcastle em Nova Itaberaba, Santa Catarina, que motivou restrições imediatas por parte de importantes parceiros comerciais internacionais.

Impacto das restrições nas exportações A interrupção das vendas externas é o fator determinante para a possível queda nos valores. Nações como China, México, Chile e Arábia Saudita suspenderam a importação da carne catarinense. Como Santa Catarina é o estado brasileiro com maior dependência do mercado externo — exportando cerca de 63% de sua produção, contra uma média nacional de 37% — a retenção desse volume tende a sobrecarregar o mercado interno.

Dinâmica da oferta e demanda O excedente que não será mais enviado ao exterior deve ser absorvido pelo mercado doméstico, forçando os frigoríficos a ajustarem os preços para escoar o estoque. O cenário é agravado pela tendência sazonal de queda no consumo após o primeiro trimestre de 2027, período em que o orçamento das famílias brasileiras costuma estar mais pressionado por impostos e despesas escolares.

O papel do varejo na ponta final Apesar da expectativa de baixa no atacado, o consumidor final pode não sentir uma redução significativa nos supermercados. Conforme aponta a análise, o valor repassado ao público final engloba custos logísticos, de armazenamento e de comercialização que podem impedir a transferência integral da queda de preços praticada pelos frigoríficos.

Contexto da produção nacional O aumento da disponibilidade de frango ocorre em um cenário de produção em alta. De janeiro a setembro, o abate de aves cresceu 3,7% e a produção de carne subiu 6,2% em comparação ao mesmo período de 2025. Até o momento, a forte demanda externa e a competitividade do frango frente à carne bovina mantinham os preços estáveis, um equilíbrio que agora enfrenta riscos devido às barreiras sanitárias impostas ao estado catarinense.

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