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CNBB cobra rejeição à violência de políticos eleitos em 2026

Conferência enviou mensagem aos novos governantes e parlamentares destacando o combate à fome e à pobreza no país.

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CNBB pede que eleitos em 2026 rejeitem violência e desinformação e priorizem interesse público

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou nesta segunda-feira (26) uma mensagem direcionada aos políticos escolhidos nas eleições de 2026, exigindo que futuros governantes e parlamentares rejeitem a violência, a intolerância, a desinformação e qualquer tipo de discriminação.

Compromisso com a sociedade e o bem comum

A entidade religiosa enfatizou que seu posicionamento não significa alinhamento partidário, mas sim uma contribuição para que a população consiga viver com dignidade. O documento é assinado pelo cardeal dom Jaime Spengler (presidente da CNBB), dom João Justino de Medeiros Silva (primeiro vice-presidente), dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa (segundo vice-presidente) e dom Ricardo Hoepers (secretário-geral).

“Que os eleitos e eleitas encontrem sabedoria, coragem e discernimento para colocar o interesse público acima das conveniências particulares e para exercer seus mandatos com espírito de serviço”, afirma o documento.

Os avisos foram enviados à Presidência da República, governos estaduais, Distrito Federal, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e à Câmara Legislativa do DF. Os líderes católicos reforçaram que a vitória nas urnas traz obrigações não apenas com os eleitores próprios, mas com toda a coletividade.

“A eleição, contudo, não constitui apenas uma conquista política. Representa, sobretudo, a assunção de uma responsabilidade diante de todo o povo brasileiro, inclusive daqueles que fizeram escolhas diferentes nas urnas”, afirma o texto.

Desafios sociais e econômicos

Entre as prioridades apontadas pela instituição para o próximo ciclo político estão a erradicação da fome e da miséria, a diminuição das desigualdades sociais, a criação de postos de trabalho dignos e a melhoria no acesso à saúde, educação e habitação. A agenda também abrange a proteção às famílias, o cuidado ambiental, a segurança pública e a defesa da dignidade humana.

Para a organização, o cenário exige políticas consistentes, cooperação entre os poderes e gestão adequada do erário. O texto ainda aborda a necessidade de apaziguar os ânimos após o acirramento das disputas nas urnas.

“A pluralidade de ideias, própria da democracia, não deve impedir a busca de convergências em torno daquilo que é essencial para a vida e a dignidade do povo brasileiro”, diz a mensagem.

Posicionamento histórico e apelo final

Dias antes, a instituição já havia publicado um manifesto sobre o segundo turno ressaltando a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito, além de encorajar a participação consciente dos cidadãos por meio do voto livre, sem mencionar quaisquer candidaturas.

O encerramento da carta divulgada nesta segunda-feira reforça a tradição da Igreja Católica no país: “Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por nós e ajude-nos a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz”, diz a carta.

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