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Queda de avião que matou 12 no Acre atinge 65% de investigação

Aeronave modelo Caravan explodiu em área de mata na capital acreana logo após decolar rumo ao estado do Amazonas em outubro de 2023.

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Acidente aéreo que matou 12 pessoas no Acre completa 3 anos com investigação em 65% de conclusão

A apuração sobre a queda de uma aeronave que provocou a morte de 12 pessoas em Rio Branco, capital do Acre, chegou a 65% de conclusão após completar três anos. O avanço representa um crescimento de apenas 5% em comparação ao ano anterior, período em que o índice estava em 60%, enquanto nos doze primeiros meses após a ocorrência a marca era de 55%.

Detalhes do avanço técnico

Os dados mais recentes fornecidos pelo Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) demonstram que etapas voltadas à coleta de informações técnicas e humanas continuam em desenvolvimento. Entre os fatores examinados estão os componentes e os sistemas da máquina, o desempenho técnico humano e aspectos psicológicos, além de questões de segurança ligadas à operação, manutenção e reparos, sem nenhuma recomendação de segurança emitida até o momento.

Dinâmica da tragédia e cronologia

O desastre ocorreu na manhã de um domingo, em 29 de outubro de 2023, quando um modelo Caravan, com matrícula PT-MEE e operado pela empresa A.R.T. Táxi Aéreo, decolou do aeródromo Plácido de Castro com destino ao aeródromo João Fonseca, em Envira (AM), com previsão de escala em Eirunepé (AM). Cerca de um minuto após a partida, por volta das 7h20, o transporte caiu em uma zona de mata e explodiu, resultando no falecimento de todos os dez passageiros e dois tripulantes a bordo, a maioria em retorno após tratamentos de saúde no Acre.

O impacto violento e o incêndio subsequente carbonizaram os corpos, gerando grandes dificuldades para o reconhecimento e exigindo a extração de DNA de dentro dos ossos pelo Departamento da Polícia Técnico-Científica. A lentidão percentual no andamento da apuração reflete uma desaceleração entre o segundo e o terceiro ano, passando de 55% no primeiro ano para 60% no segundo e alcançando 65% no terceiro.

O relatório esclarece que o índice demonstra o estágio informado sem detalhar o peso de cada fase ou estimar o tempo necessário para o encerramento. Conforme o Cenipa, os prazos variam de acordo com as particularidades de cada caso: “A conclusão desta investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”, complementou.

As vítimas do voo

A lista de 12 óbitos inclui seis homens, três mulheres, uma criança de 1 ano e 7 meses, além do piloto e do copiloto, configurando o maior desastre da aviação acreana desde o caso da empresa Rico em 2002. As vítimas identificadas foram os tripulantes Cláudio Atílio Mortari e Kleiton Lima Almeida, e os passageiros Antônia Elizângela, Jamilo Motta Maciel, Raimundo Nonato Rodrigues de Melo, Francisco Alexsander Barbosa Bezerra, José Marcos Epifanio, Clara Maria Vieira Monteiro, Ana Paula Vieira Alves, Edineia de Lima, Antônio Cleudo Mattos e Francisco Eutimar Bernardo de Souza.

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