A Polícia Civil do Maranhão apura como morte acidental o falecimento de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos. A jovem despencou do sétimo andar do Rio Poty Hotel, situado no bairro Ponta d’Areia, em São Luís, durante a madrugada da última terça-feira (3), por volta de 1h30.
Dinâmica do acidente e registros de segurança
Natural de Ananindeua (PA), a vítima estava na capital maranhense para acompanhar o parceiro, Leonardo Augusto Pinto França, em uma competição de pôquer. O casal estava hospedado no local desde o dia 28 de outubro e tinha viagem de retorno marcada para a mesma data do ocorrido. Eles deixam dois filhos pequenos.
Conforme a apuração policial, Renata e o companheiro vagavam pelo corredor do 7º andar em busca da chave do aposento. O registro das câmeras de monitoramento flagrou o momento em que a jovem se sentou no batente de uma janela e projetou as costas contra a estrutura de alumínio, que cedeu repentinamente. Com o impacto, ela caiu sobre uma marquise na entrada do complexo hoteleiro.
Investigação policial e depoimento do namorado
O delegado George Marques, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), descartou a participação de Leonardo no evento trágico. O rapaz prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado em seguida.
“Ele foi ouvido, inclusive foi liberado. A gente vê claramente que não houve qualquer tipo de agressão, não houve empurrão, ele não estava nem próximo dela”, afirmou o delegado.
Em seu relato às autoridades, o rapaz mencionou ter ingerido bebidas alcoólicas na ocasião e alegou amnésia quanto aos instantes exatos da queda. Os investigadores apontam que ambos demonstravam sinais de embriaguez. Os dois mantinham um relacionamento desde julho deste ano.
Perícia técnica e posicionamento do hotel
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que os peritos realizaram diligências no edifício para examinar as condições da peça metálica e apurar eventuais falhas de conservação ou irregularidades técnicas na construção.
Em nota oficial, a administração do empreendimento hoteleiro expressou pesar pelo falecimento, prestou condolências aos entes queridos e garantiu total cooperação com as autoridades. A gerência optou por não gravar entrevistas e recusou novos comentários acerca dos dispositivos de segurança das janelas.
Um amigo da vítima, que preferiu o anonimato, criticou a manutenção das instalações e apontou falhas no suporte oferecido aos familiares.
“Assim como foi um acidente com a Renata, que ela se encostou e rápido caiu, num piscar de olhos, poderia acontecer com uma criança também, com muito menos força”, afirmou.
O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no mesmo dia e transladado para o Pará. A conclusão definitiva do caso aguarda a finalização dos laudos periciais e a oitiva de outras testemunhas ligadas à administração do prédio.








