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Estupro coletivo em Bela Vista de Goiás: polícia busca suspeitos

Investigação aponta que vítima foi abusada por um adolescente e três homens após ingerir bebida alcoólica em uma kitnet.

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Estupro coletivo: adolescente e homens fizeram fila para violentar jovem, diz delegada

A Polícia Civil de Goiás investiga um caso de estupro coletivo ocorrido em Bela Vista de Goiás, onde uma jovem de 21 anos teria sido violentada por quatro pessoas. Três homens, com idades entre 21 e 30 anos, foram detidos em flagrante, enquanto as autoridades buscam localizar um adolescente suspeito de participação no crime.

Dinâmica do crime e a atuação dos suspeitos

Segundo a delegada Magda D´Ávila, a dinâmica do abuso envolveu uma organização dos envolvidos, que chegaram a estabelecer uma ordem para os atos. Um dos suspeitos teria atuado como vigia no imóvel. “Fizeram fila para estuprá-la. Até agora a gente tem notícias de quatro, mas estamos apurando para verificar se há mais autores. […] Identificamos um que ficou na porta cuidando de quem entrava e quem saía: ‘Agora é você, agora é você’”, disse ela.

Entorpecimento da vítima e vulnerabilidade

A vítima teria comparecido ao local a convite do proprietário da residência. Após o consumo de bebidas alcoólicas, a jovem perdeu a consciência, apresentando sinais de amnésia sobre os fatos. “A vítima era conhecida do dono da kitnet, e ela foi nesse lote a convite de um dos autores, e chegou embriagada no local. Depois de beber o que eles ofereceram, ela disse que não se recorda de mais nada. Fizeram uma fila para estuprá-la”, afirmou a investigadora.

Investigação sobre possível dopagem

A polícia trabalha com a hipótese de que a vítima tenha sido dopada, o que configuraria o crime de estupro de vulnerável, já que ela não possuía capacidade de reagir ou consentir. “A partir do momento em que ela compartilhou bebida com eles, ela já não se recorda, teve amnésia. Então, a gente investiga até o fato de que eles podem ter colocado alguma coisa na bebida dela. O fato de ela não ter capacidade de se expressar e de consentir com o ato, é estupro de vulnerável”, afirmou a delegada.

Apoio psicológico à vítima

A denúncia só foi possível após um trabalho de convencimento da delegada, visto que a jovem apresentava forte abalo emocional. “Ela mandou uma mensagem no WhatsApp, dizendo que ela estava com muita vergonha. Eu tive que conversar com ela e convencê-la de vir. […] Ela ficava o tempo todo falando que estava com nojo dela mesma, do que as pessoas iam falar”, disse a investigadora.

As autoridades seguem com as diligências para identificar se existem outros participantes no crime e para concluir o inquérito policial.

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