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STJ rejeita denúncia e determina retorno de conselheiro do TCE-RR

Joaquim Pinto Souto Maior Neto estava afastado das funções desde maio de 2024 devido a investigações sobre suposto favorecimento familiar.

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STJ derruba ação contra conselheiro do TCE-RR suspeito de 'proteger' filho em esquema milionário

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quarta-feira (4), rejeitar a denúncia apresentada contra o conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR), Joaquim Pinto Souto Maior Neto, popularmente conhecido como Netão. Com o entendimento de que não existem indícios suficientes para a abertura de uma ação penal, a Corte autorizou o retorno imediato do conselheiro às suas atividades no órgão.

Entenda o caso e a decisão do tribunal

O Ministério Público Federal (MPF) havia denunciado o conselheiro por suposto favorecimento ao seu filho, João Victor Noleto Souto Maior, em um esquema que teria desviado mais de R$ 3 milhões entre 2019 e 2020. As investigações giravam em torno de uma empresa de lavanderia que mantinha contratos com a Secretaria estadual de Saúde (Sesau).

Contudo, o relator do caso, ministro Raul Araújo, concluiu que não houve participação direta de Netão nas irregularidades apuradas pela Operação Fullone, deflagrada em 2024. O magistrado destacou que o conselheiro chegou a se declarar impedido de atuar em processos no TCE-RR que tivessem relação com o filho ou com a empresa citada.

Justificativa técnica para a rejeição

Durante a sessão, o ministro Raul Araújo explicou os motivos da decisão judicial: “A rejeição da denúncia decorre da convergência de insuficiências (…) as quais atingem tanto a dispensa indevida de licitação e a fraude ao caráter competitivo da licitação por ausência de descrição de ato específico de intervenção do denunciado no procedimento licitatório quanto o peculato cuja imputação depende de premissa de controle oculto da sociedade afastada pela análise dos autos”.

Desdobramentos e histórico do afastamento

Como Joaquim Pinto era o único investigado com foro privilegiado no STJ, o processo será agora remetido ao Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), que ficará responsável por analisar as acusações contra os demais envolvidos, incluindo o juiz Aluízio Vieira, que também foi alvo da Polícia Federal.

O conselheiro estava fora de suas funções desde maio de 2024, quando foi afastado durante a Operação Fullone. Em dezembro do mesmo ano, o STJ havia prorrogado o afastamento por mais 180 dias, proibindo-o de acessar o TCE-RR ou manter contato com servidores, sob a justificativa de preservar a imagem do tribunal e evitar interferências nas investigações. A suspeita inicial apontava que ele teria utilizado sua influência para beneficiar a empresa do filho, inclusive em disputas judiciais que buscavam o pagamento de R$ 1,5 milhão em valores atrasados.

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