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Professora da Uespi sofre ameaças de morte após atos no PI

Docente encontrou 13 bilhetes intimidatórios na porta de laboratório em Parnaíba e registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil.

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Professora da Uespi denuncia ameaças de morte após participar de atos políticos no PI

A coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) no campus de Parnaíba, Samara Oliveira, acionou a Polícia Civil após ser alvo de 13 ameaças de morte. Os avisos intimidatórios foram descobertos no dia 15 de outubro, logo abaixo da porta do laboratório da instituição, após a educadora participar de manifestações públicas no litoral piauiense.

Detalhes das intimidações encontradas no campus

A descoberta ocorreu quando a docente chegou ao laboratório acompanhada por cinco estudantes. Ao abrirem o espaço, depararam-se com os papéis espalhados pelo chão contendo frases agressivas, além de ilustrações geométricas como cruzes, quadrados e triângulos.

“Foram deixados por debaixo da porta do laboratório do curso de pedagogia da Uespi, campus de Parnaíba, 13 bilhetes contendo ameaças de morte dirigidas a mim. Ao entrar no laboratório, acompanhada por cinco alunos, encontrei os bilhetes no chão, logo abaixo da porta”, afirmou.

As mensagens incluíam os dizeres “Samara aqui jaz” e “vai para o saco preto”. Para a professora, a ação criminosa tem ligação direta com sua presença em atos democráticos recentes na região.

“Recebi com bastante medo. Os atos dos estudantes começaram em Parnaíba logo após o resultado do primeiro turno das eleições. A mobilização contou com estudantes e professores de diversos cursos em defesa da democracia”, relatou.

Busca por proteção e órgãos acionados

Além do registro formal na delegacia local, a vítima protocolou denúncias em múltiplas instâncias para requerer proteção e rigor na apuração dos fatos. O caso foi encaminhado à Controladoria-Geral da União (CGU), à Ouvidoria da Uespi, à Reitoria, à direção do campus, à Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) e ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI).

Apesar do forte temor gerado pela situação, a educadora enfatizou que não vai abandonar a militância pública.

“Eu vou com medo, mas sinto que tenho que ir. Espero que o Estado faça a investigação e descubra quem fez isso. Tenho a sensação de que a pessoa conhecia minha rotina e sabia que eu estaria no campus naquele dia”, declarou.

Posicionamento oficial do sindicato docente

A Associação dos Docentes da Uespi (ADCESP) emitiu um comunicado público prestando irrestrita solidariedade à professora e exigindo rigor das autoridades policiais. A entidade sindical classificou o episódio como uma afronta inaceitável à liberdade de expressão e cobrou respostas enérgicas da Secretaria de Segurança Pública e da administração universitária.

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