Uma equipe formada por três alunos de uma instituição particular de ensino de Teresina garantiu uma medalha de prata na edição de 2026 da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), evento organizado pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
O projeto do minifoguete
O artefato voador foi desenvolvido pelos adolescentes Antônio Rufino da Silva Sobrinho, João Gabriel Ribeiro de Carvalho (15 anos) e Edwaldo Rodrigues de Moura Neto (14 anos). Durante a prova decisiva, o equipamento atingiu uma altitude de 145,3 metros, marca que assegurou o pódio nacional para o grupo piauiense.
O funcionamento do protótipo baseia-se em uma mecânica simples de propulsão utilizando água e ar comprimido, acionado por intermédio da pressão gerada por uma bomba convencional de encher pneus.
Trajetória até a etapa nacional
Antes de brilharem no cenário nacional, os jovens superaram a fase regional sob a tutela da professora e orientadora Karoma Cristina, quando o minifoguete atingiu a marca de 101 metros. O projeto também contou com o suporte pedagógico dos docentes Lucas Batista e Franklin Rinaldo.
“A organização publica o edital e estabelece uma marca mínima após analise. No nível 3, que era o deles, era necessário atingir pelo menos 90 metros. Eles conseguiram 101 metros e se classificaram para a etapa nacional”, explicou.
A disputa final ocorreu na 95ª Jornada de Foguetes, sediada na cidade fluminense de Barra do Piraí. A programação reuniu cerca de 300 discentes de todo o país para oficinas, palestras e novas rodadas de lançamentos competitivos.
Treinamentos e imprevisibilidade
Para alcançar o índice desejado, o grupo realizou baterias de testes em uma área particular e na chácara da família de Antônio Rufino, na capital do Piauí. O rigor nos treinos é necessário para mitigar interferências de variáveis climáticas, a exemplo da umidade e da intensidade dos ventos.
“É um experimento, então tudo pode acontecer, inclusive nada. O foguete pode nem chegar a voar. Além de muito treino, existe também um fator de imprevisibilidade”, afirmou.
A conquista teve gosto especial diante do alto nível técnico da concorrência, que contou com 82 equipes apenas na categoria dos estudantes piauienses.
“Para variar, muitos dos melhores resultados são do Nordeste. Por isso, a competição é muito acirrada. Ficamos muito felizes e orgulhosos”, comemorou a professora.
“Eles ainda estão em êxtase. Foram 82 equipes competindo nessa categoria, com representantes de todas as regiões do país. É uma sensação surreal. Eles também já estão empolgados para o próximo ano, quando disputarão outra categoria, com um modelo diferente de foguete. Agora queremos o ouro”, brincou a professora.








