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Sistema Cantareira fecha outubro com 51,2% da capacidade

Mesmo com o segundo melhor índice para o mês em dez anos impulsionado por chuvas, os reservatórios seguem sob restrições em novembro.

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Cantareira fecha outubro com segundo maior nível para o mês em 10 anos, mas segue em atenção

O Sistema Cantareira encerrou o mês de outubro com 51,2% de seu volume útil armazenado, alcançando o segundo melhor índice para o período nos últimos dez anos, segundo informações divulgadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Volume e recuperação das represas O resultado atual fica atrás apenas de 2023, ano em que os reservatórios registraram 72,9% da capacidade no mesmo período. A marca representa uma melhora expressiva em comparação a outubro de 2025, quando o manancial operava com 23,4%. Composto por seis represas principais — Jaguari, Jacareí, Atibainha, Cachoeira, Paiva Castro e Águas Claras —, o complexo teve um incremento de 0,5 ponto percentual apenas na última atualização, chegando a 51,2% na manhã de um sábado.

Índices históricos de outubro A trajetória do volume armazenado no final de outubro ao longo da última década demonstra a oscilação histórica do manancial paulista: 2026: 51,2% 2025: 23,4% 2024: 46,6% 2023: 72,9% 2022: 31,8% 2021: 28,1% 2020: 35,1% 2019: 41,3% 2018: 34,5% 2017: 46,3% 2016: 43,1% 2015: -13,2% 2014: -16,9% 2013: 36,8% 2012: 55,7%

Chuvas acima da média e regras de captação O avanço nos reservatórios foi impulsionado pelo volume de precipitações, que somou 210,8 milímetros em outubro, superando em cerca de 62% a média histórica esperada para o mês, que é de 130,1 milímetros. Setembro também registrou volumes expressivos, com 283,5 milímetros. No entanto, com o fechamento do último dia útil de outubro em 50,69%, o sistema permanecerá classificado na Faixa 2 – Atenção durante o mês de novembro.

Limites operacionais da Sabesp Devido a essa classificação, a Sabesp poderá captar até 31 metros cúbicos de água por segundo (m³/s). Caso o manancial atinja a faixa normal, estipulada a partir de 60% da capacidade útil, o limite sobe para 33 m³/s, o que representa uma diferença de 2 m³/s no abastecimento. As regras de controle rigorosas foram implementadas após a crise hídrica de 2014 e 2015, estabelecendo tetos de retirada baseados em faixas que vão desde a normalidade até a condição especial.

Perspectivas climáticas e o fenômeno El Niño Para os próximos meses, o cenário meteorológico inclui a influência do El Niño, que deve ganhar intensidade e provocar temperaturas acima da média e chuvas irregulares na região Sudeste. Segundo especialistas, as precipitações devem ocorrer na forma de pancadas mais intensas, elevando os riscos associados a eventos extremos.

“Nós teremos chuvas agora durante a primavera e o verão, mas em forma de pancadas. Chuvas intensas em forma de pancadas. Nós estamos mais sujeitos a enchentes, inundações, deslizamentos em cortes”, explicou Gilvan Sampaio, pesquisador do Inpe.

Importância estratégica do manancial Responsável por atender aproximadamente metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, além de auxiliar no abastecimento de Campinas e municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o Cantareira conta com uma capacidade útil total de cerca de 981,56 bilhões de litros e dispõe de interligações estratégicas para a transferência de água entre bacias.

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