A inteligência artificial tem se tornado uma ferramenta valiosa na rotina de quem se prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio, auxiliando na criação de simulados, na revisão de matérias e na detecção de pontos fracos. No entanto, especialistas destacam que os dados fornecidos por essas plataformas precisam ser rigorosamente checados em apostilas e materiais seguros.
Estratégias para gerar questões com base em exames passados
De acordo com Vinícius Gonçalves, coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Uninassau Teresina, uma das táticas mais eficientes para aproveitar o recurso é alimentar o sistema com exames aplicados em anos anteriores.
“A melhor maneira dos estudantes se prepararem, principalmente para gerar questões, é você pegar os modelos de provas anteriores, alocar essas provas dentro da inteligência artificial […] para ela recorrer apenas a esses dados quando for utilizada para gerar novas questões”, explicou.
Dessa forma, os candidatos conseguem solicitar exercícios inéditos, mas com o mesmo padrão cobrado pelo Inep, otimizando o tempo de estudo e focando nos temas mais recorrentes.
Como personalizar a rotina de revisão
Além de elaborar testes práticos, a tecnologia serve para condensar matérias extensas em resumos, produzir mapas mentais e esclarecer dúvidas complexas. O monitoramento constante do rendimento permite que o aluno ajuste o foco conforme suas maiores dificuldades.
Contudo, o professor faz um alerta importante sobre a confiabilidade das respostas oferecidas pelas plataformas, que podem apresentar dados imprecisos ou inventados.
“É simples, sempre solicite a fonte. Após você ver uma resposta que não lhe causou muito desconforto ou você tem um material de estudo e o que a IA está falando não condiz com o material do estudo, peça para ela identificar a fonte, que assim a fonte você consegue validar de onde está vindo essa informação”, orientou.
Cuidados na reta final de preparação
Nos meses que antecedem as provas, a indicação é priorizar a resolução de exercícios práticos em vez de acumular novos tópicos teóricos. A tecnologia ajuda a criar contextos variados para os assuntos mais cobrados, facilitando a adaptação ao formato do exame.
Apesar dos benefícios, o uso inadequado pode prejudicar o aprendizado se a ferramenta for encarada apenas como fonte de respostas prontas, gerando acomodação.
“Você pode transformar, em vez de uma ferramenta, uma muleta, onde o aluno fica totalmente dependente das respostas dessa inteligência artificial”, afirmou.
Portanto, o segredo para um bom desempenho no Enem 2026 é tentar resolver as listas de exercícios por conta própria antes de pedir auxílio à tecnologia, garantindo que a inteligência artificial atue estritamente como um suporte pedagógico.







